{"id":24994,"date":"2025-12-03T20:48:32","date_gmt":"2025-12-03T20:48:32","guid":{"rendered":"http:\/\/uit-ci.org\/?p=24994"},"modified":"2025-12-03T20:48:32","modified_gmt":"2025-12-03T20:48:32","slug":"belgica-e-a-onda-de-greves-que-percorre-a-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/uit-ci.org\/index.php\/2025\/12\/03\/belgica-e-a-onda-de-greves-que-percorre-a-europa\/?lang=pt-br","title":{"rendered":"B\u00e9lgica e a onda de greves que percorre a Europa"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"221\" data-end=\"354\"><strong>Ezequiel Peressini<\/strong>, dirigente da Izquierda Socialista da Argentina e da UIT-CI<\/p>\n<p data-start=\"356\" data-end=\"1026\">Na B\u00e9lgica, It\u00e1lia, Portugal e Fran\u00e7a v\u00eam ocorrendo grandes processos de mobiliza\u00e7\u00f5es e greves da classe trabalhadora contra os ajustes dos governos. As greves n\u00e3o s\u00e3o fatos isolados. S\u00e3o parte da resposta da classe trabalhadora da Europa diante dos ataques dos governos que, em nome do \u201cPlano ReArm\u201d, cortam o gasto p\u00fablico para sustentar um maior gasto militar, seguir salvando os grandes capitalistas da crise \u2013 particularmente a ind\u00fastria metal\u00fargica e automobil\u00edstica \u2013 ou garantir o pagamento da d\u00edvida externa; pol\u00edtica que, em anos anteriores, afundou a Gr\u00e9cia e o Estado Espanhol sob a bota da Troika e o salvamento dos grandes bancos ap\u00f3s a crise de 2008\u20132009.<\/p>\n<p data-start=\"1028\" data-end=\"1420\">Em 2025, a crise se agravou. A contraofensiva imperialista com a qual Donald Trump busca manter a hegemonia capitalista e imperialista levou a choques com a Uni\u00e3o Europeia, que rapidamente cedeu. Em 21 de agosto, Trump e Von der Leyen assinaram um acordo que consagra a depend\u00eancia energ\u00e9tica, militar e comercial da UE em rela\u00e7\u00e3o aos EUA, demonstrando que a UE \u00e9 um gigante com p\u00e9s de barro.<\/p>\n<p data-start=\"1422\" data-end=\"1729\">Diante dessa situa\u00e7\u00e3o, a classe trabalhadora e os povos empobrecidos da Europa n\u00e3o ficam de bra\u00e7os cruzados e enfrentam os or\u00e7amentos de ajuste que os governos pretendem aprovar nos parlamentos. As grandes e recorrentes greves na B\u00e9lgica, Fran\u00e7a, It\u00e1lia e Portugal anunciam um dezembro quente para a Europa.<\/p>\n<p data-start=\"1422\" data-end=\"1729\">\n<p data-start=\"1736\" data-end=\"1821\"><strong data-start=\"1740\" data-end=\"1821\">B\u00e9lgica: greves e mobiliza\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas enfrentam o governo de ultradireita<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"1823\" data-end=\"2208\">Na B\u00e9lgica houve elei\u00e7\u00f5es em 9 de julho de 2024, junto com as do Parlamento Europeu. A grande dispers\u00e3o dos votos impossibilitou a forma\u00e7\u00e3o de governo, e por mais de sete meses o pa\u00eds teve um primeiro-ministro interino. Nas elei\u00e7\u00f5es, o partido Nova Alian\u00e7a Flamenga (N-VA) obteve apenas 16%, mas ainda assim foi a primeira for\u00e7a, conquistando somente 24 dos 150 assentos do Parlamento.<\/p>\n<p data-start=\"2210\" data-end=\"2567\">Em 3 de fevereiro de 2025, o regime conseguiu formar governo e designou o ultradireitista Bart De Wever (N-VA) como primeiro-ministro. Para isso, formaram a coaliz\u00e3o \u201cArizona\u201d \u2014 nome inspirado nas cores da bandeira do estado norte-americano \u2014 composta por quatro partidos, incluindo democratas-crist\u00e3os, social-democratas flamengos e o Movimento Reformador.<\/p>\n<p data-start=\"2569\" data-end=\"3268\">A B\u00e9lgica est\u00e1 dividida em tr\u00eas regi\u00f5es: Flandres (holand\u00eas, 6,7 milh\u00f5es de habitantes), Val\u00f4nia (franc\u00f3fona, 3,7 milh\u00f5es) e Bruxelas (multil\u00edngue, 1,2 milh\u00e3o). A ultradireita da N-VA integra a ala nacionalista flamenga e \u00e9 aliada europeia de Georgia Meloni, da eurodeputada Marion Mar\u00e9chal e do presidente da Rep\u00fablica Tcheca, Petr Fiala, formando juntos a alian\u00e7a dos \u201cConservadores e Reformistas\u201d. O N-VA defende a independ\u00eancia de Flandres. A crise econ\u00f4mica das \u00faltimas d\u00e9cadas deslocou o poder econ\u00f4mico da Val\u00f4nia para Flandres. A B\u00e9lgica \u00e9 o 27\u00ba pa\u00eds mais endividado da UE e supera 100% do PIB. Isso faz com que as pol\u00edticas de austeridade estejam na ordem do dia do governo de ultradireita.<\/p>\n<p data-start=\"2569\" data-end=\"3268\">\n<p data-start=\"3275\" data-end=\"3325\"><strong data-start=\"3279\" data-end=\"3325\">Rumo \u00e0s maiores greves das \u00faltimas d\u00e9cadas<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"3327\" data-end=\"3671\">Em 13 de janeiro, estourou a primeira greve geral contra a reforma da previd\u00eancia do novo governo, que pretende confiscar 3 bilh\u00f5es de euros por ano dos trabalhadores aumentando a idade de aposentadoria de 65 para 66 anos em 2025, chegando aos 70 anos em 2050. Al\u00e9m disso, quer liquidar regimes especiais de ferrovi\u00e1rios, policiais e militares.<\/p>\n<p data-start=\"3673\" data-end=\"3920\">A ades\u00e3o dos trabalhadores ferrovi\u00e1rios foi massiva, com 2\/3 sem comparecer ao trabalho. No transporte a\u00e9reo, a greve cancelou 40% dos voos, mesmo com servi\u00e7os m\u00ednimos obrigat\u00f3rios desde 2018. Em Bruxelas, entre 30 e 50 mil pessoas se mobilizaram.<\/p>\n<p data-start=\"3922\" data-end=\"4305\">A segunda jornada de greve, em 27 de janeiro, teve forte participa\u00e7\u00e3o de trabalhadores da educa\u00e7\u00e3o (ades\u00e3o de 1\/3). O governo respondeu demitindo 500 educadores. Tamb\u00e9m se mobilizaram os trabalhadores automotivos, afetados pela crise na Alemanha: a Audi anunciou a demiss\u00e3o de 4.000 trabalhadores da planta de Bruxelas. Os trabalhadores confiscaram a chave de 200 carros em protesto.<\/p>\n<p data-start=\"4307\" data-end=\"4500\">A terceira jornada, em 13 de fevereiro, foi a maior, com ades\u00e3o de ferrovi\u00e1rios, transporte a\u00e9reo, educa\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. At\u00e9 militares e policiais que estavam de folga participaram.<\/p>\n<p data-start=\"4502\" data-end=\"4765\">A falta de respostas do governo aumentou a indigna\u00e7\u00e3o. Em 14 de outubro ocorreu uma mobiliza\u00e7\u00e3o gigantesca \u2014 a maior em 40 anos \u2014 com mais de 140 mil pessoas. Em 7 de setembro, 110 mil marcharam em solidariedade \u00e0 Palestina contra o genoc\u00eddio criminoso de Israel.<\/p>\n<p data-start=\"4502\" data-end=\"4765\">\n<p data-start=\"142\" data-end=\"208\"><strong data-start=\"146\" data-end=\"208\">Retornam as greves contra a aprova\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento de 2026<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"210\" data-end=\"733\">No final de novembro, Bart De Wever solicitou ao rei Filipe uma prorroga\u00e7\u00e3o de 50 dias para aprovar o projeto or\u00e7amental para o ano de 2026. O atraso na apresenta\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento deve-se ao aprofundamento das fissuras entre as for\u00e7as da coaliz\u00e3o governante em torno do aumento do IVA e do impacto dos cortes nas presta\u00e7\u00f5es sociais. Finalmente, a coaliz\u00e3o chegou a um acordo antioper\u00e1rio e de ajuste, e o novo or\u00e7amento foi anunciado em 24 de fevereiro, no mesmo dia em que ocorreu uma greve geral de tr\u00eas dias consecutivos.<\/p>\n<p data-start=\"735\" data-end=\"1147\">O primeiro dia da greve foi realizado com \u00eaxito na segunda-feira, 24, com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de transporte p\u00fablico e ferrovi\u00e1rio em todo o pa\u00eds. Na ter\u00e7a-feira, 25, somaram-se os trabalhadores dos demais servi\u00e7os p\u00fablicos: administrativos, hospitais, correios e educadores. Na quarta-feira, 26, a greve tornou-se geral e concretizou-se tamb\u00e9m no setor privado, com piquetes e mobiliza\u00e7\u00f5es em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p data-start=\"1149\" data-end=\"1784\">O or\u00e7amento apresentado e defendido pelo governo de extrema-direita, liderado por Bart De Wever, busca impor cortes or\u00e7ament\u00e1rios em pens\u00f5es, presta\u00e7\u00f5es sociais, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e cultura, para arrecadar 10 mil milh\u00f5es de euros at\u00e9 2030, com o objetivo de pagar a elevada d\u00edvida do pa\u00eds. \u201cO nosso or\u00e7amento \u00e9 estruturalmente deficit\u00e1rio\u201d, argumentou o primeiro-ministro, acrescentando: \u201cse n\u00e3o tens coragem de tomar medidas dr\u00e1sticas, n\u00e3o \u00e9s digno de governar\u201d; uma afirma\u00e7\u00e3o recorrente entre os novos governos de extrema-direita, como Meloni na It\u00e1lia ou Milei na Argentina, e que despertou um profundo rep\u00fadio da classe trabalhadora.<\/p>\n<p data-start=\"1786\" data-end=\"2628\">O novo or\u00e7amento prev\u00ea o congelamento da indexa\u00e7\u00e3o salarial pela infla\u00e7\u00e3o para trabalhadores e pensionistas, o que reduziria o sal\u00e1rio de 41% dos empregados. Com o plano \u201cretorno ao trabalho\u201d, o governo pretende impor a reincorpora\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria de 100 mil trabalhadores com licen\u00e7as prolongadas e aumentar as coparticipa\u00e7\u00f5es nas consultas m\u00e9dicas. Ser\u00e3o aumentados os impostos especiais sobre o g\u00e1s. Embora o aumento geral do IVA n\u00e3o tenha sido inclu\u00eddo \u2014 para garantir o apoio completo da coaliz\u00e3o no Parlamento \u2014 ser\u00e3o aumentados os impostos sobre hot\u00e9is e campings, eventos desportivos, culturais e recreativos, e viagens a\u00e9reas. Al\u00e9m disso, o \u201cgoverno Arizona\u201d procura ampliar a jornada de trabalho de docentes sem aumento salarial, elevar os custos da educa\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria e impor o aumento de impostos sobre gasolina e combust\u00edveis.<\/p>\n<p data-start=\"2630\" data-end=\"2934\">Enquanto o governo mant\u00e9m o corte hist\u00f3rico contra a classe trabalhadora, assim como o resto dos governos europeus, ocorre um forte aumento na despesa com Defesa, que receber\u00e1 um incremento or\u00e7amental de 4 mil milh\u00f5es de euros para cumprir o padr\u00e3o de 2% do PIB exigido pela OTAN em 2025, em vez de 2029.<\/p>\n<p data-start=\"2936\" data-end=\"3441\">A Federa\u00e7\u00e3o Geral do Trabalho da B\u00e9lgica (FGTB), como principal sindicato, e o Partido dos Trabalhadores da B\u00e9lgica (PTB), que criticam o governo, devem dispor-se a construir um plano de luta para derrotar o governo, sem dar um passo atr\u00e1s nem ceder a negocia\u00e7\u00f5es enganosas feitas pelas costas dos trabalhadores, como busca impor Bart De Wever sob amea\u00e7as de ren\u00fancia caso n\u00e3o haja acordo no parlamento. A mobiliza\u00e7\u00e3o na B\u00e9lgica deve continuar e aprofundar-se junto \u00e0 onda de greves que percorre a Europa.<\/p>\n<p data-start=\"3448\" data-end=\"3497\">\n<p data-start=\"3448\" data-end=\"3497\"><strong data-start=\"3452\" data-end=\"3497\">Uma nova onda de greves percorre a Europa<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"3499\" data-end=\"3910\">As grandes greves na B\u00e9lgica n\u00e3o s\u00e3o a\u00e7\u00f5es isoladas. S\u00e3o uma resposta \u00e0 pol\u00edtica sustentada pelos governos, que fez com que, segundo o relat\u00f3rio da Eurostat, 21% da popula\u00e7\u00e3o \u2014 ou seja, 93,3 milh\u00f5es de pessoas na UE \u2014 estivesse em risco de pobreza ou exclus\u00e3o social em 2024, ao mesmo tempo em que se preparam para aumentar os gastos com defesa\u00b9 em 800 mil milh\u00f5es de euros para alimentar as m\u00e1quinas de guerra.<\/p>\n<p data-start=\"3912\" data-end=\"4608\">Na Fran\u00e7a, em 10 de setembro, milhares tomaram as ruas contra o plano or\u00e7amental para 2026 apresentado pelo ex-primeiro-ministro Fran\u00e7ois Bayrou, que prev\u00ea cortes de at\u00e9 44 mil milh\u00f5es de euros e a elimina\u00e7\u00e3o de dois feriados. Bayrou caiu no parlamento e foi substitu\u00eddo por S\u00e9bastien Lecornu, que manteve os ajustes. Na quinta-feira, 18, realizou-se uma greve geral com mobiliza\u00e7\u00f5es nas principais cidades do pa\u00eds, convocada por todas as centrais sindicais, as quais informaram que mais de um milh\u00e3o de pessoas se mobilizaram naquele dia. Em 2 de dezembro de 2025, uma nova paralisa\u00e7\u00e3o ocorreu, com cerca de 32 mil pessoas nas ruas de Paris e em 150 mobiliza\u00e7\u00f5es organizadas em diversas cidades.<\/p>\n<p data-start=\"4610\" data-end=\"5511\">Na It\u00e1lia, a greve geral dos dias 28 e 29 de outubro demonstrou a capacidade de luta das trabalhadoras e trabalhadores italianos, que desde a chegada ao poder da ultradireitista Giorgia Meloni n\u00e3o deixam de se mobilizar. Agora, continuam suas a\u00e7\u00f5es contra o or\u00e7amento de ajuste e mant\u00eam mobiliza\u00e7\u00f5es em solidariedade a Gaza, \u00e0 Palestina e contra o genoc\u00eddio perpetrado por Israel. Durante o grande paro de 3 de outubro, no qual o combativo USB e a CGIL concordaram em \u201cparar tudo\u201d, ocorreram mobiliza\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas com mais de dois milh\u00f5es de pessoas para repudiar a intercepta\u00e7\u00e3o e o sequestro da Flotilha Global Sumud, que se dirigia a Gaza para romper o cerco. As mobiliza\u00e7\u00f5es de 28 e 29 foram contundentes e fortemente acompanhadas pelo movimento estudantil. As jornadas de greve tamb\u00e9m foram efetivas; embora a CGIL tenha se retirado da convocat\u00f3ria, prepara uma greve geral para 12 de dezembro.<\/p>\n<p data-start=\"5513\" data-end=\"6254\">Em Portugal, o governo da AD (PSD\/CDS), com o apoio do Chega, IL e de todas as associa\u00e7\u00f5es patronais, est\u00e1 implementando a maior ofensiva contra as trabalhadoras e trabalhadores desde a interven\u00e7\u00e3o da Troika, com uma nova reforma trabalhista. Com ela, pretendem impor hor\u00e1rios irregulares, retirar garantias laborais, facilitar despedimentos e estender per\u00edodos de prova sob o falso argumento de \u201cmodernizar as rela\u00e7\u00f5es laborais\u201d, institucionalizando a precariedade e abrindo caminho para um modelo baseado em flexibilidade total, baixos sal\u00e1rios e inseguran\u00e7a permanente. Ap\u00f3s meses de paralisia e negocia\u00e7\u00f5es, a CGTP e a UGT foram obrigadas a convocar uma greve geral para 11 de dezembro, somando-se \u00e0 onda de greves que percorre a Europa.<\/p>\n<p data-start=\"6256\" data-end=\"7093\">Essas poderosas respostas da classe trabalhadora e dos povos empobrecidos da Europa devem manter-se e expandir-se para derrotar os or\u00e7amentos dos governos que destinam milhares de milh\u00f5es \u00e0 reacion\u00e1ria ind\u00fastria armamentista. As pr\u00f3ximas greves de 11 de dezembro em Portugal e 12 de dezembro na It\u00e1lia podem triunfar e derrotar cada governo, abrindo caminho para a reorganiza\u00e7\u00e3o das trabalhadoras e trabalhadores, das e dos estudantes e do movimento de mulheres e dissid\u00eancias. As greves e mobiliza\u00e7\u00f5es em curso, junto aos milh\u00f5es de ativistas que apoiam a luta por uma Palestina livre do rio ao mar, mostram o caminho para enfrentar a contraofensiva imperialista de Trump, seus aliados na Uni\u00e3o Europeia e os governos de extrema-direita, liberais ou social-democratas que buscam liquidar as conquistas hist\u00f3ricas da classe trabalhadora.<\/p>\n<p data-start=\"7095\" data-end=\"7306\">\n<p data-start=\"7095\" data-end=\"7306\">1. Ver declara\u00e7\u00e3o completa \u201cNem um euro para o rearmamento imperialista, o dinheiro p\u00fablico para sal\u00e1rios, pens\u00f5es, emprego e gastos sociais\u201d, de 24 de novembro, das sec\u00e7\u00f5es europeias da UIT-CI, em <a class=\"decorated-link\" href=\"http:\/\/www.uit-ci.org\" target=\"_new\" rel=\"noopener\" data-start=\"7292\" data-end=\"7306\">www.uit-ci.org<\/a><\/p>\n<p data-start=\"7308\" data-end=\"7329\"><strong>3 de dezembro de 2025<\/strong><\/p>\n<h3 data-start=\"6143\" data-end=\"6192\"><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ezequiel Peressini, dirigente da Izquierda Socialista da Argentina e da UIT-CI Na B\u00e9lgica, It\u00e1lia, Portugal e Fran\u00e7a v\u00eam ocorrendo grandes processos de mobiliza\u00e7\u00f5es e greves da classe trabalhadora contra os ajustes dos governos. As greves n\u00e3o s\u00e3o fatos isolados. S\u00e3o parte da resposta da classe trabalhadora da Europa diante dos ataques dos governos que, em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":24964,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/uit-ci.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24994"}],"collection":[{"href":"https:\/\/uit-ci.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/uit-ci.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/uit-ci.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/uit-ci.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24994"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/uit-ci.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24994\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24995,"href":"https:\/\/uit-ci.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24994\/revisions\/24995"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/uit-ci.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/24964"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/uit-ci.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24994"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/uit-ci.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24994"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/uit-ci.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24994"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}