{"id":25204,"date":"2025-12-23T19:12:07","date_gmt":"2025-12-23T19:12:07","guid":{"rendered":"http:\/\/uit-ci.org\/?p=25204"},"modified":"2025-12-23T19:12:07","modified_gmt":"2025-12-23T19:12:07","slug":"e-depois-da-greve-geral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/uit-ci.org\/index.php\/2025\/12\/23\/e-depois-da-greve-geral\/?lang=pt-br","title":{"rendered":"E depois da Greve Geral?"},"content":{"rendered":"<div class=\"single56__header single56__block align-center\">\n<div class=\"meta56 component56\">\n<div class=\"meta56__item meta56__date\" title=\"22 Dez, 2025 19:05:06\">22 de Dezembro, 2025. Como em praticamente todas as grandes lutas sociais, a Greve Geral foi imediatamente seguida por uma guerra dos n\u00fameros. De um lado, o governo e os representantes dos patr\u00f5es apressaram-se a minimizar o impacto da paralisa\u00e7\u00e3o, com o Ministro Leit\u00e3o Amaro a colocar como possibilidade que a greve estivesse com 0% de ades\u00e3o; do outro, as centrais sindicais resolveram inflacionar a dimens\u00e3o da greve, falando em 3 milh\u00f5es de grevistas. As contas n\u00e3o batem certo para nenhum dos lados e n\u00e3o \u00e9 por acaso. Os n\u00fameros s\u00e3o aqui menos um retrato fiel da realidade e mais uma\u00a0arma pol\u00edtica\u00a0numa disputa pelo significado da greve.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"single56__body single56__block\">\n<div class=\"entry-content single56__content single56__post_content single56__body_area\">\n<p>Mas mesmo descontando exageros e manipula\u00e7\u00f5es, h\u00e1 um dado que n\u00e3o pode ser apagado:\u00a0a Greve Geral teve um impacto real e significativo. A paralisa\u00e7\u00e3o afetou setores estrat\u00e9gicos da economia, provocou preju\u00edzos elevados e tornou vis\u00edvel, ainda que de forma desigual, a for\u00e7a social da classe trabalhadora. Isto \u00e9 tanto mais relevante quanto ocorreu num contexto marcado por\u00a0fraca organiza\u00e7\u00e3o de base, aus\u00eancia de plen\u00e1rios massivos nos locais de trabalho e uma prepara\u00e7\u00e3o muito limitada ao n\u00edvel da mobiliza\u00e7\u00e3o ativa.<\/p>\n<p>Perante o an\u00fancio da greve, o governo tentou intervir politicamente para\u00a0desmobilizar e fragmentar. F\u00ea-lo atrav\u00e9s de manobras de \u00faltima hora, como a promessa vaga de um sal\u00e1rio m\u00ednimo de 1600 euros num horizonte indefinido, ou ao afirmar que a anunciada reforma laboral n\u00e3o teria efeitos no setor p\u00fablico, uma tentativa \u00f3bvia de retirar da luta um dos batalh\u00f5es mais numerosos e combativos da classe trabalhadora. Estas opera\u00e7\u00f5es n\u00e3o visavam responder \u00e0s reivindica\u00e7\u00f5es, mas\u00a0reduzir o alcance pol\u00edtico da greve\u00a0e enfraquecer a sua legitimidade social.<\/p>\n<p>\u00c9 neste quadro \u2013 entre a disputa de narrativas, o impacto objetivo da paralisa\u00e7\u00e3o e as manobras do governo \u2013 que se imp\u00f5e um balan\u00e7o pol\u00edtico s\u00e9rio da Greve Geral. N\u00e3o para ajustar contas estat\u00edsticas, mas para compreender o que esta luta revelou sobre a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, os limites existentes e, sobretudo, os desafios colocados \u00e0 continua\u00e7\u00e3o da luta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"wp-block-heading\"><strong>A Greve Geral fez-se sentir \u2013 no p\u00fablico e no privado<\/strong><\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que o governo tentou impor na narrativa p\u00fablica, a Greve Geral esteve longe de ser \u201cinexpressiva\u201d. Apesar das declara\u00e7\u00f5es que procuraram reduzir a paralisa\u00e7\u00e3o a uma a\u00e7\u00e3o residual, falando de uma \u201cminoria\u201d isolada face a um pa\u00eds supostamente a trabalhar normalmente, a realidade do dia 11 de dezembro foi bem diferente: servi\u00e7os interrompidos, setores paralisados e preju\u00edzos econ\u00f3micos relevantes mostram que a greve teve\u00a0express\u00e3o social concreta\u00a0e um alcance que n\u00e3o pode ser ignorado.<\/p>\n<p>Como seria de esperar, o impacto foi particularmente vis\u00edvel no setor p\u00fablico, onde o peso da organiza\u00e7\u00e3o sindical \u00e9 maior e o medo de repres\u00e1lias\u00a0 por parte dos superiores \u00e9, em geral, menor. Comboios suprimidos, centenas de voos cancelados, hospitais a funcionar em servi\u00e7os m\u00ednimos e escolas encerradas de norte a sul do pa\u00eds tornaram evidente que uma parte significativa dos trabalhadores respondeu ao apelo \u00e0 greve. Estes dados, por si s\u00f3, desmontam a tentativa do governo de apresentar o dia como uma normalidade sem sobressaltos.<\/p>\n<p>Mas o elemento politicamente mais relevante desta Greve Geral foi o\u00a0grau de ades\u00e3o no setor privado, superior ao que \u00e9 habitual em mobiliza\u00e7\u00f5es deste tipo. Num contexto marcado por precariedade, fragmenta\u00e7\u00e3o e forte press\u00e3o dos patr\u00f5es, muitos trabalhadores decidiram parar. A explica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil de encontrar: o pacote de altera\u00e7\u00f5es \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o laboral, apresentado como uma reforma \u201ct\u00e9cnica\u201d, \u00e9 cada vez mais percebido como aquilo que realmente \u00e9 \u2013 um ataque direto aos direitos, sal\u00e1rios e condi\u00e7\u00f5es de trabalho, com impactos particularmente duros para quem trabalha no setor privado.<\/p>\n<p>Essa perce\u00e7\u00e3o traduziu-se numa ades\u00e3o significativa n\u00e3o apenas nos setores mais organizados da ind\u00fastria, mas tamb\u00e9m em \u00e1reas marcadas pela precariedade e pela rotatividade, como os call centers ou a distribui\u00e7\u00e3o. O facto de a greve se ter feito sentir nesses setores revela um\u00a0descontentamento acumulado, muitas vezes ligado a problemas muito concretos vividos nos locais de trabalho: hor\u00e1rios desregulados, sal\u00e1rios baixos, v\u00ednculos inst\u00e1veis, ass\u00e9dio laboral e ritmos de trabalho insustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>De acordo com o indicador di\u00e1rio de atividade econ\u00f3mica do\u00a0Banco de Portugal, a atividade econ\u00f3mica em Portugal\u00a0recuou 8% no dia da Greve Geral, tornando o dia 11 de dezembro o\u00a0segundo maior recuo econ\u00f3mico de todo o ano. Apenas o dia do apag\u00e3o registou um impacto superior, com uma quebra de 14,7%. Estes n\u00fameros desmontam diretamente as declara\u00e7\u00f5es do ministro\u00a0Leit\u00e3o Amaro, ao classificar a paralisa\u00e7\u00e3o como \u201cinexpressiva\u201d. A economia n\u00e3o parou por acaso: parou porque milhares de trabalhadores fizeram greve.<\/p>\n<p>Estes dados s\u00e3o centrais para qualquer balan\u00e7o s\u00e9rio da Greve Geral. Mesmo com uma prepara\u00e7\u00e3o limitada, sem uma forte din\u00e2mica de organiza\u00e7\u00e3o de base e sob intensa press\u00e3o pol\u00edtica do governo para desmobilizar, a greve conseguiu expressar uma\u00a0reserva de luta real\u00a0entre os trabalhadores. Uma reserva que n\u00e3o desaparece no dia seguinte \u00e0 paralisa\u00e7\u00e3o e que demonstra, na base do movimento sindical, a capacidade de dar continuidade \u00e0 luta contra a ofensiva do governo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"wp-block-heading\"><strong>Os truques do Governo e da Direita para desarmar a luta<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s essa primeira rea\u00e7\u00e3o marcada pela tentativa de minimizar o impacto da Greve Geral, o governo rapidamente ajustou o discurso. \u00c0 nega\u00e7\u00e3o seguiu-se a abertura controlada \u00e0 \u201cnegocia\u00e7\u00e3o\u201d, apontando desde logo a\u00a0UGT\u00a0como interlocutora privilegiada. Esta viragem n\u00e3o \u00e9 sinal de recuo pol\u00edtico, mas parte integrante da estrat\u00e9gia do executivo para fazer passar a reforma laboral, neutralizando a contesta\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Como tem sido sublinhado por v\u00e1rios comentadores \u2013 incluindo\u00a0Marques Mendes, no contexto da sua candidatura presidencial \u2013 a UGT funciona historicamente como o principal parceiro do governo na concerta\u00e7\u00e3o social, apesar de se apresentar como representante dos interesses dos trabalhadores. Controlada por quadros ligados ao\u00a0PS\u00a0e ao\u00a0PSD, a UGT cumpre um papel central na legitima\u00e7\u00e3o de acordos que permitem atacar direitos laborais, ao mesmo tempo que ajudam a desmobilizar a luta.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio, governo e patr\u00f5es sabem que uma reforma laboral desta dimens\u00e3o n\u00e3o passa intacta. O c\u00e1lculo \u00e9 simples: apresentar um pacote profundo e abrangente, admitir que algumas medidas ter\u00e3o de cair, e garantir que o essencial \u2013 a desregula\u00e7\u00e3o do trabalho, o enfraquecimento da contrata\u00e7\u00e3o coletiva e o aumento da precariedade \u2013 avan\u00e7a. N\u00e3o por acaso, numa fase inicial, as cr\u00edticas concentraram-se quase exclusivamente nas altera\u00e7\u00f5es aos direitos de parentalidade, preparando o terreno para uma eventual ced\u00eancia cir\u00fargica que permita salvar o resto do pacote.<\/p>\n<p>Neste momento, o governo est\u00e1 a avaliar exatamente\u00a0quanto precisa de ceder\u00a0para que a UGT possa assinar um acordo e cumprir a sua fun\u00e7\u00e3o pol\u00edtica: apresentar o resultado como um \u201cequil\u00edbrio poss\u00edvel\u201d e ajudar a travar a continua\u00e7\u00e3o da luta. A inclus\u00e3o de algumas medidas pontuais que podem ser apresentadas como favor\u00e1veis aos trabalhadores, no meio de um oceano de ataques, insere-se na mesma l\u00f3gica de legitima\u00e7\u00e3o e confus\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c0 direita do governo, o papel \u00e9 complementar.\u00a0Andr\u00e9 Ventura\u00a0e\u00a0Cotrim de Figueiredo\u00a0repetem que o pacote tamb\u00e9m tem aspetos \u201cpositivos\u201d, ajudando \u00e0 l\u00f3gica de que este n\u00e3o deve ser rejeitado no seu conjunto e que bastar\u00e1 limar algumas arestas para que possa passar. Esta narrativa n\u00e3o \u00e9 acidental: serve para deslocar o debate para uma discuss\u00e3o t\u00e9cnica, fragmentando a oposi\u00e7\u00e3o e criando condi\u00e7\u00f5es para que a reforma avance com pequenos ajustes.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 precisamente aqui que est\u00e1 o ponto central. Este pacote laboral\u00a0n\u00e3o \u00e9 para corrigir, nem para negociar parcialmente. \u00c9 um ataque global aos direitos da classe trabalhadora e, como tal, deve ser\u00a0derrotado no seu conjunto. A postura do governo, da direita parlamentar e dos seus aliados na concerta\u00e7\u00e3o social confirma que a ofensiva continua e que s\u00f3 a continuidade da luta pode trav\u00e1-la.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"wp-block-heading\"><strong>\u00c9 preciso continuar a lutar para derrotar o pacote laboral<\/strong><\/p>\n<p>A Greve Geral mostra que existe\u00a0disposi\u00e7\u00e3o para lutar, inclusive em setores do privado onde a mobiliza\u00e7\u00e3o costuma ser mais dif\u00edcil. Ao mesmo tempo, ficou igualmente evidente que o governo e a direita n\u00e3o recuaram na sua ofensiva: est\u00e3o apenas a tentar\u00a0reorganizar a forma de a fazer passar, combinando negocia\u00e7\u00f5es controladas, ced\u00eancias cir\u00fargicas e manobras de desmobiliza\u00e7\u00e3o. Deste cruzamento de fatores resulta uma conclus\u00e3o inevit\u00e1vel:\u00a0\u00e9 preciso continuar a lutar\u00a0e come\u00e7ar desde j\u00e1 a preparar a pr\u00f3xima jornada.<\/p>\n<p>Essa continuidade n\u00e3o pode assentar na repeti\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica de formas de luta esvaziadas. Exige, antes de mais, um esfor\u00e7o consciente para\u00a0melhorar a organiza\u00e7\u00e3o pela base. Sess\u00f5es de esclarecimento nos locais de trabalho, plen\u00e1rios democr\u00e1ticos que envolvam os trabalhadores na discuss\u00e3o do pacote laboral e das formas de resposta, coordena\u00e7\u00e3o entre setores e empresas: tudo isto \u00e9 indispens\u00e1vel para transformar o descontentamento existente numa for\u00e7a organizada, capaz de enfrentar o governo e os patr\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 neste quadro que se imp\u00f5e uma cr\u00edtica \u00e0 convocat\u00f3ria da CGTP para uma manifesta\u00e7\u00e3o no dia 13 de janeiro. O problema n\u00e3o est\u00e1 na ideia de dar continuidade \u00e0 luta \u2013 essa \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 correta como necess\u00e1ria -, mas na forma escolhida. Convocar uma manifesta\u00e7\u00e3o para uma ter\u00e7a-feira, \u00e0s duas da tarde, sem greve associada, \u00e9 garantir \u00e0 partida um protesto reduzido, com meia d\u00fazia de dirigentes sindicais e pouca ou nenhuma participa\u00e7\u00e3o real dos trabalhadores. Este tipo de iniciativas n\u00e3o refor\u00e7a a luta; pelo contr\u00e1rio, empurra-a para um\u00a0beco sem sa\u00edda, transmitindo uma imagem de isolamento e desgaste num momento em que \u00e9 preciso ganhar confian\u00e7a e alargar a mobiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio esperar pela reuni\u00e3o entre o governo e a UGT, marcada para 7 de janeiro, para perceber o que est\u00e1 em jogo. Independentemente do desfecho dessas negocia\u00e7\u00f5es, o objetivo do executivo mant\u00e9m-se: fazer passar o essencial do pacote laboral. A resposta da classe trabalhadora n\u00e3o pode ficar ref\u00e9m desse calend\u00e1rio nem das manobras da concerta\u00e7\u00e3o social.O desafio colocado \u00e9 outro:\u00a0preparar lutas \u00e0 altura do ataque, com m\u00e9todos que fortale\u00e7am a participa\u00e7\u00e3o, a unidade e a confian\u00e7a dos trabalhadores. S\u00f3 assim ser\u00e1 poss\u00edvel travar a ofensiva em curso e avan\u00e7ar no sentido da derrota integral do pacote laboral. Os Trabalhadores Unidos afirmam o seu compromisso com este caminho para transformar a disposi\u00e7\u00e3o para lutar numa for\u00e7a organizada, consciente e capaz de vencer. \u00c9 nesse esfor\u00e7o coletivo que continuaremos empenhados. Junta-te a n\u00f3s!<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>22 de Dezembro, 2025. Como em praticamente todas as grandes lutas sociais, a Greve Geral foi imediatamente seguida por uma guerra dos n\u00fameros. 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