{"id":7741,"date":"2021-10-13T14:47:35","date_gmt":"2021-10-13T14:47:35","guid":{"rendered":"http:\/\/uit-ci.org\/?p=7741"},"modified":"2021-10-13T14:48:17","modified_gmt":"2021-10-13T14:48:17","slug":"a-china-e-a-crise-energetica-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/uit-ci.org\/index.php\/2021\/10\/13\/a-china-e-a-crise-energetica-global\/?lang=pt-br","title":{"rendered":"A China e a crise energ\u00e9tica global"},"content":{"rendered":"<p><em>Por <strong>Miguel Sorans, dirigente de Esquerda Socialista\/FITU e da UIT-CI<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cresce a escassez de energia na China e na Europa, situa\u00e7\u00e3o que pode se espalhar para o resto do mundo. No L\u00edbano houve uma queda de energia por v\u00e1rios dias em todo o pa\u00eds. Isso se combina com o aumento dos pre\u00e7os de mercado do g\u00e1s, petr\u00f3leo, carv\u00e3o e mat\u00e9rias-primas em geral. O ponto mais s\u00e9rio \u00e9 a China, que paralisou a ind\u00fastria em 20 prov\u00edncias com cortes de energia. Qual \u00e9 a causa desta nova crise?<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, isso mostra que a crise mais grave da economia capitalista mundial, aprofundada pela pandemia de Covid19 no in\u00edcio de 2020, ainda est\u00e1 latente. Isso contraria os an\u00fancios anteriores feitos pelo FMI, pelo Banco Mundial e de outras organiza\u00e7\u00f5es imperialistas de uma suposta supera\u00e7\u00e3o da crise.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>China \u00e0 meia luz<\/strong><\/p>\n<p>A China est\u00e1 no in\u00edcio de uma grande crise. J\u00e1 havia acontecido um primeiro alerta, amarelo, com a crise da gigante imobili\u00e1ria Evergrande, uma das grandes multinacionais chinesas que faliu (1). E agora, como dizia uma manchete na imprensa burguesa, \u201cEsque\u00e7a Evergrande, a China enfrenta uma crise energ\u00e9tica que pode colocar o mundo nas cordas\u201d (El Economista.es, 27\/9\/21)<\/p>\n<p>Entre as prov\u00edncias mais afetadas est\u00e3o Jiangsu, Zhejiang e Guangdong, que \u00e9 o trio de pot\u00eancias industriais respons\u00e1veis \u200b\u200bpor quase um ter\u00e7o da economia chinesa. A consequ\u00eancia do racionamento de energia, principalmente cortes de eletricidade, est\u00e1 levando ao fechamento total ou parcial das f\u00e1bricas e deixando as casas sem eletricidade.<\/p>\n<p>Fecham desde fundi\u00e7\u00f5es de alum\u00ednio, afetando o pre\u00e7o dos metais, produtores t\u00eaxteis, f\u00e1bricas de processamento de soja, e tamb\u00e9m f\u00e1bricas de multinacionais estrangeiras que fornecem componentes da ind\u00fastria automobil\u00edstica e dos ramos tecnol\u00f3gicos da Europa e do mundo, o que abre uma perspectiva de redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e de desabastecimento dessas pe\u00e7as.<\/p>\n<p>Entre as multinacionais envolvidas est\u00e1 toda a ind\u00fastria automobil\u00edstica, principalmente europeia, Apple e Tesla, que t\u00eam seus fornecedores na China. A cadeia de suprimentos de produtos eletr\u00f4nicos seria parcialmente cortada e, como eu disse, pe\u00e7as de autom\u00f3veis e at\u00e9 unidades j\u00e1 finalizadas que seriam enviadas para a Europa. E isso ocorre quando o hemisf\u00e9rio norte est\u00e1 \u00e0 beira do inverno, o que colocaria em risco o aquecimento de milh\u00f5es e milh\u00f5es de resid\u00eancias.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, aumenta o pre\u00e7o do g\u00e1s natural liquefeito (GNL) no mercado mundial, e tamb\u00e9m do petr\u00f3leo, quando a China n\u00e3o \u00e9 um grande produtor destes insumos. O pre\u00e7o do carv\u00e3o, do qual a China \u00e9 um dos principais consumidores, tamb\u00e9m subiu. Embora seja um grande produtor, n\u00e3o atende \u00e0s necessidades internas e tem que importar. Devido \u00e0 escassez de g\u00e1s natural, retomou a importa\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o quando tinha um plano de redu\u00e7\u00e3o do seu uso, devido \u00e0 press\u00e3o internacional e ao aquecimento global. Nestes dias foi registrada a entrada de navios com cerca de 450 mil toneladas de carv\u00e3o da Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do capitalismo europeu que est\u00e1 produzindo um aumento tarif\u00e1rio para que esta crise de pre\u00e7os seja paga pela classe trabalhadora e pelos setores populares, a ditadura do Partido Comunista da China (PCC) est\u00e1 tentando, na China, evitar um forte aumento tarif\u00e1rio devido ao medo de crescentes protestos e rebeli\u00e3o social (2). Os primeiros sintomas apareceram em face da crise na imobili\u00e1ria Evergrande, que deixou milh\u00f5es de pessoas sem suas casas devido a este golpe.<\/p>\n<p>H\u00e1 apenas alguns meses, a ditadura capitalista da China, ciente do clima social ruim, tenta pressionar as grandes multinacionais chinesas a reduzirem seus lucros. O pr\u00f3prio presidente, Xi Jinping, divulgou o slogan de busca de uma \u201cprosperidade comum\u201d, como parte de um discurso que visa se apresentar \u00e0s massas como \u201cenfrentando os ricos\u201d.<\/p>\n<p>Tamanha \u00e9 a crise que naquele mesmo discurso Xi Jinping alertou para o perigo de que, apesar dos sucessos da China, elas pudessem desabar, como aconteceu com a ex-URSS: \u201cdesabou, principalmente porque o Partido Comunista da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica se separou do povo e transformou-se em um grupo de burocratas privilegiados preocupados apenas em proteger seus pr\u00f3prios interesses \u201d(discurso de julho aos membros do partido). Ele fez uma compara\u00e7\u00e3o temer\u00e1ria e um alerta muito forte, que reflete que uma grave crise est\u00e1 se desenvolvendo na China, o que pode ser alimentada pela crise de energia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A crise energ\u00e9tica se espalha para a Europa<\/strong><\/p>\n<p>Na Europa e no Reino Unido, tamb\u00e9m se reflete o aumento dos pre\u00e7os do g\u00e1s GNL e do petr\u00f3leo, que, desde o ano passado, subiram 500%. H\u00e1 que se ter em conta que a Europa, com exce\u00e7\u00e3o da Noruega, n\u00e3o produz g\u00e1s e tem de importar 70% do que necessita para a ind\u00fastria e para as fam\u00edlias. Os pre\u00e7os do g\u00e1s dispararam para um recorde de US$ 115 por megawatt-hora, um aumento que tamb\u00e9m \u00e9 combinado com o dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo, que atingiu seu n\u00edvel mais alto desde novembro de 2014.<\/p>\n<p>O petr\u00f3leo bruto, por exemplo, est\u00e1 nos Estados Unidos a quase US$ 80 o barril, e o de petr\u00f3leo bruto Brent, refer\u00eancia na Europa, subiu para US$ 82,87. Isso est\u00e1 produzindo, nos diferentes pa\u00edses, um aumento nas tarifas populares. Um dos pa\u00edses que mais aumentou as tarifas de forma estratosf\u00e9ricas \u00e9 a Espanha, que depende muito mais do g\u00e1s para a sua produ\u00e7\u00e3o de eletricidade do que o restante dos pa\u00edses europeus. Mas nenhum deles est\u00e1 seguro. Fran\u00e7a e It\u00e1lia, por exemplo, tamb\u00e9m aumentaram as tarifas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Causas do aumento dos pre\u00e7os do g\u00e1s e do petr\u00f3leo e da escassez de energia<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 uma combina\u00e7\u00e3o de eventos que levam \u00e0 escassez de g\u00e1s, petr\u00f3leo, carv\u00e3o e ao aumento dos pre\u00e7os dessas mat\u00e9rias-primas. A raiz do problema \u00e9 a crise que atravessa o sistema capitalista mundial, que em particular est\u00e1 levando a um golpe de miseric\u00f3rdia para as multinacionais, principalmente as produtoras de petr\u00f3leo e g\u00e1s, e tamb\u00e9m as produtoras de carv\u00e3o que desejam recuperar seus lucros.<\/p>\n<p>A realidade n\u00e3o \u00e9 que o g\u00e1s ou o petr\u00f3leo estejam \u201cacabando\u201d, mas sim que tem a ver com o papel das multinacionais. Os grandes produtores, com a reativa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o pico da pandemia, querem se recuperar das perdas que sofreram com o decl\u00ednio parcial dos setores industrial e de servi\u00e7os. Por exemplo, o transporte mar\u00edtimo, avi\u00f5es, \u00f4nibus pararam de funcionar parcialmente, o que levou a uma redu\u00e7\u00e3o no consumo de energia, g\u00e1s e combust\u00edvel. Houve momentos em que as multinacionais de petr\u00f3leo e g\u00e1s n\u00e3o sabiam mais onde armazenar seus excedentes.<\/p>\n<p>Agora, as grandes multinacionais querem se recuperar dessas perdas e que a classe trabalhadora mundial e os povos do mundo paguem por elas. N\u00e3o faltam grandes produtores de g\u00e1s como Estados Unidos, R\u00fassia e Catar, entre outros, mas essas pot\u00eancias energ\u00e9ticas e suas multinacionais se recusam a aumentar sua produ\u00e7\u00e3o. E incentivam o aumento dos pre\u00e7os do g\u00e1s, petr\u00f3leo e carv\u00e3o.<\/p>\n<p>Por outro lado, existem jogos de azar especulativos nas bolsas de todo o mundo, onde a grande burguesia aposta nas bolsas para aumentar os pre\u00e7os. Como os pre\u00e7os das mat\u00e9rias-primas s\u00e3o fixados em Chicago, Wall Street, Londres ou Hong Kong, tamb\u00e9m h\u00e1 um aumento na busca de lucros r\u00e1pidos especulativos \u00e0s custas desse caos que eles pr\u00f3prios est\u00e3o causando. Mas isso leva ao sofrimento das massas, \u00e0 falta de calefa\u00e7\u00e3o (nos pa\u00edses frios) e ao aumento das taxas para os milh\u00f5es e milh\u00f5es de despossu\u00eddos no mundo, para pagar a classe trabalhadora e os setores populares.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A crise ambiental cresce com o aumento do uso de carv\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O outro fator, que tamb\u00e9m continua afetando as massas e mostra o cinismo do imperialismo e seus grandes eventos \u201cclim\u00e1ticos\u201d, onde se diz estar lutando contra o aquecimento global, \u00e9 a mentira de que n\u00e3o diminu\u00edram, por exemplo, o consumo de carv\u00e3o. O carv\u00e3o ainda \u00e9, embora falem em um plano para elimin\u00e1-lo, um produto fundamental para a produ\u00e7\u00e3o de energia, especialmente na China, mas tamb\u00e9m na Europa e na Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso, por exemplo, do Reino Unido, que ante a crise volta a reativar as centrais el\u00e9tricas a carv\u00e3o para garantir o abastecimento de eletricidade ao pa\u00eds. O governo brit\u00e2nico havia anunciado o plano para acabar completamente com o carv\u00e3o at\u00e9 2024 e \u00e9 o pa\u00eds que est\u00e1 hospedando a COP26, a confer\u00eancia mundial do clima em Glasgow, em novembro. E fez parte do discurso para alcan\u00e7ar a neutralidade do carbono em 2050, quando os movimentos ambientalistas liderados na Europa pela adolescente sueca Greta Thumberg fizeram recentemente um discurso que definiu o plano como o \u201cbl\u00e1 bl\u00e1 bl\u00e1\u201d do imperialismo.<\/p>\n<p>A China \u00e9 o ponto mais alto, porque \u00e9 o grande pa\u00eds industrial que baseia a sua produ\u00e7\u00e3o de eletricidade essencialmente no carv\u00e3o, quando tamb\u00e9m tinha anunciado que ia cortar a produ\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o deste poluente.<\/p>\n<p>56% da energia da China prov\u00e9m do carv\u00e3o, sendo o principal consumidor de carv\u00e3o do mundo, sendo que o pa\u00eds importou quase 198 milh\u00f5es de toneladas nos primeiros 8 meses de 2021. A ratifica\u00e7\u00e3o do seu uso massivo do carv\u00e3o, tanto na China como na Europa e outros pa\u00edses, s\u00f3 vai estimular o que tamb\u00e9m foi mostrado no ano passado: o agravamento da crise clim\u00e1tica global. Enquanto o neg\u00f3cio capitalista \u00e9 mantido, os produtores de carv\u00e3o, como China e Austr\u00e1lia, aumentam os pre\u00e7os de forma constante.<\/p>\n<p>Em suma, est\u00e1 se desenvolvendo a chamada \u201ccrise de escassez de energia\u201d, expressa na eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os do g\u00e1s, petr\u00f3leo, carv\u00e3o e mat\u00e9rias-primas. \u00c9 mais um cap\u00edtulo da crise capitalista e encorajar\u00e1 o atrito inter-burgu\u00eas. Mas aqueles que ser\u00e3o mais prejudicados s\u00e3o as massas do mundo. Bilh\u00f5es no planeta ter\u00e3o mais sofrimento para o dia a dia e ver\u00e3o seu padr\u00e3o de vida cair, pois muitas f\u00e1bricas est\u00e3o fechando na China e em outras partes do mundo, total ou parcialmente; o n\u00edvel salarial \u00e9 reduzido, os governos aplicam o aumento das taxas para tentar fazer com que a classe trabalhadora pague pela crise.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, em perspectiva, o que continuaremos vendo s\u00e3o novas express\u00f5es de enfrentamento social contra esses planos de cortes, taxas mais altas, menores sal\u00e1rios e pens\u00f5es. E da UIT-CI e de todo o movimento sindical militante mundial fazemos um apelo \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o para enfrentar esta contra-ofensiva das multinacionais e do imperialismo. As manifesta\u00e7\u00f5es disso acontecem h\u00e1 muito tempo com as rebeli\u00f5es populares na Am\u00e9rica Latina como na Col\u00f4mbia, Chile e no Brasil, com as manifesta\u00e7\u00f5es contra Bolsonaro, ou as greves sindicais na Fran\u00e7a e It\u00e1lia, al\u00e9m da greve ferrovi\u00e1ria na Alemanha. Essa ser\u00e1 a forma de enfrentar esta nova tentativa de fazer a crise capitalista compensar a classe trabalhadora.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>1. Ver nota de Jos\u00e9 Castillo, \u00ab<a href=\"https:\/\/uit-ci.org\/index.php\/2021\/10\/13\/china-y-la-crisis-de-evergrande\/\">China y la crisis de Evergrande<\/a>\u00bb en\u00a0<\/strong><strong><i>Correspondencia Internacional<\/i><\/strong><strong>\u00a0N\u00b048<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>2. Ver nota \u201c<a href=\"https:\/\/uit-ci.org\/index.php\/2021\/07\/02\/1-de-julio-1921-a-100-anos-de-su-fundacion-el-pc-de-china-encabeza-una-dictadura-capitalista\/\">A 100 a\u00f1os de su fundaci\u00f3n el PC de China encabeza una dictadura capitalista<\/a>\u201d\u00a0<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Miguel Sorans, dirigente de Esquerda Socialista\/FITU e da UIT-CI &nbsp; Cresce a escassez de energia na China e na Europa, situa\u00e7\u00e3o que pode se espalhar para o resto do mundo. No L\u00edbano houve uma queda de energia por v\u00e1rios dias em todo o pa\u00eds. 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